Viagem dentro de uma caixinha

Aprendi que é gostoso acordar tarde, perder o café da manhã do hotel e sair andando sem destino, caminhando pelas ruas, só olhando e sentindo no rosto o ar da cidade e o cheiro dos lugares. Sem pressa. Sem planejamento.

Na hora de voltar pro hotel, mergulhada em meus pensamentos, descobri que a comunicação é o melhor remédio, sempre. Seja no relacionamento familiar, amoroso ou de amizade. Seja no âmbito profissional, educacional. Seja pra encontrar um endereço, num local que você não conhece.

Depois de horas dando voltas, circulando o bairro onde fica o hotel onde esta hospedada, chega o momento em que, enfim, você o encontra. Dá uma sensação de vitória terminar o dia deitada na cama, com os pés pra cima, latejando de tanto que você andou. Ponto pra você, que economizou o dinheiro do transporte e ainda praticou uma ação saudável.

Hoje encontrei minha caixinha onde guardo meus postais e recordações do Mochilão pela Europa. Alguns aprendizados ainda estavam lá, presos. Tirei o pó, olhei, absorvi as lembranças, organizei e fechei de novo. Estou renovada.

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Revivendo Veneza

E de repente eu sinto saudades.
Saudade de um dia vivido devagar.
Um dia inteirinho que passei só olhando e sentindo.
Olhei tudo que tinha direito: pessoas, prédios, pontes, água, lojas, barcos, restaurantes, igrejas, museus, frutas, varal, roupas, vasos, flores, gaivotas, almofadas, remos…
Ouvi tudo o que precisava: música, cantorias italianas, criança brincando, pombas voando, milho caindo no chão… barulho de barco a motor, barulho do remo batendo na água…
Veneza não é fedida. Nem sempre Veneza inunda no inverno. Sim, Veneza é colorida. Veneza é romantica. E merece ser visitada mais vezes…

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Birkenau

O campo de concentração de Birkenau (ou Auschwits II) fica a 3 km de Auschwits. Os prisioneiros chegavam no local de trem e dormiam em barracas. O campo contava com cerca de 300 barracas e quatro câmaras de gás. Hoje, Birkenau é um grande memorial. Muitas homenagens são deixadas na linha de trem que ainda permanece ali.

Fonte: http://en.auschwitz.org.pl/m/

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Silêncio em Auschwitz

Em companhia de dois brasileiros e uma norte-americana, encarei o antigo campo de concentração de Auschwitz. Localizado na cidade de Óswiecim, no sul da Polônia e a 75km a oeste de Cracóvia, um dos maiores símbolos do terror e do genocídio praticado pelos nazistas funciona hoje como museu e guarda muita angustia e histórias cruéis. Pegamos o ônibus na rodoviária de Cracóvia (mesmo local da estação de trem) e em menos de uma hora, observávamos os arredores do antigo campo, que é afastado do centro habitacional e comercial.

Se o clima em Cracóvia era gelado, em Auschwitz ele piorou. Quando chegamos, o ônibus estacionou e ao abrir a porta, vi uma camada espessa de gelo no chão. Fiquei receosa ao descer. “Onde devo pisar?”, pensei. Mas foi ali mesmo que saltamos. Caminhamos até a entrada do museu e contratamos um guia turístico que orientou a visita e nos contou detalhes da história do lugar. A entrada no campo é gratuita.

De acordo com o site oficial de Auschwitz, o campo foi ativado em 1940 por alemães e no mesmo ano, cerca de 8 mil pessoas tiveram o registro de entrada. Calcula-se que o total de vítimas tenha sido de 1,1 milhões, de 27 nacionalidades diferentes e 90% deles, judeus.

Quando os prisioneiros chegavam em Auschwitz, davam de cara com a frase “Arbeit Macht Frei”, “o trabalho liberta”. Detalhe: o famoso portão da foto não é o original, porque ele havia sido roubado e no dia da minha visita, ainda não haviam o recuperado.

Cada detalhe dos prédios, das escadas, cercas, muros, portas, paredes… me fez imaginar o sofrimento das pessoas que passaram por ali, tenham elas sido prisioneiras ou não. Não deve ter sido fácil pra ninguém viver ali por cerca de cinco anos, período de funcionamento do campo (1940 a 1945).

Todos os dias, para controlar os prisioneiros, a SS fazia chamada e contava-os um a um. Tinha vezes que o processo durava 12 horas e eles eram obrigados a ficar em pé todo o tempo.

Durante a visita, passamos por um pátio, entre os blocos 10 e 11, que entre 1941 e 1943, a SS assassinou milhares de pessoas, numa parede de execução. A maioria das vítimas era presos políticos, líderes de organizações clandestinas e pessoas que facilitaram de alguma forma fugas e comunicação com gente de fora do campo. O local também servia para aplicar punições, castigos e torturas. A parede de execução foi desativada em 1944 quando as execuções passaram a ser na câmara de gás.

Senti um arrepio enorme ao me aproximar daquela parede. Fiz uma oração em memória das pessoas que tiveram suas vidas tiradas naquele local e me afastei, deixando para trás também as flores, velas e mensagens póstumas que os visitantes deixam ali.

O bloco número 11 era conhecido como o “Bloco da Morte”. Teve muitas funções, como cadeia central do acampamento, para onde homens e mulheres suspeitos por tentativa de fuga, organização de motins ou manter contato com o mundo externo eram enviados. O guia contou que os prisioneiros eram punidos por qualquer razão. Seja por apanhar uma maçã, fazer suas necessidades no horário de trabalho ou por realizarem suas atividades lentamente.

Como a maioria dos campos de concentração, Auschwitz também possuía uma câmara de gás e crematório. Inicialmente, a SS construiu executava os presos no porão do bloco 11, anos mais tarde, foi construída uma câmara maior, fora do complexo de celas.

Antes da guerra, este prédio era um depósito de munição, depois, foi usado como crematório. No outono de 1941, a grande sala que servia como necrotério foi adaptada para funcionar como uma câmara de gás improvisada. Em 1943, foi desativada para dar lugar às câmaras no campo de concentração de Birkenau. Então, o local passou a ser um armazém e abrigo antiaéreo da SS.

Em muitos locais, há mensagens pedindo silêncio em lembrança ao sofrimento e memória dos mortos. E é assim que termino, silenciosa em respeito a todos que têm uma parte de sua história presa ali.

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Dia das mães

Fiz um editorial que foi publicado no boletim de um sindicato do interior de São Paulo. O texto ficou simpático e bem diferente de tudo o que costumo escrever para o movimento sindical, por isso resolvi publicar aqui.

Seja em casa, na rua ou no trabalho, a atuação das mulheres é sempre notada. Comece a reparar que por seus próprios méritos, elas conquistaram novos postos de trabalho, até mesmo em funções que antes eram exercidas somente por homens, como o trabalho de motorista de ônibus, de caminhão, como frentistas e mecânicas e operando equipamentos pesados.

Ainda assim, existe uma função desempenhada pelas mulheres que é muito mais importante: a de mãe. A mãe é tão importante na vida de todas as pessoas, que até ganhou um dia especial. Em 1932, o presidente Getúlio Vargas assinou um decreto oficializando o 2º domingo do mês de maio como o Dia das Mães.

Mas vocês sabiam que o dia das mães também é comemorado em outras partes do mundo? A história dessa comemoração tem muitas versões. Uma delas é de tudo começou nos Estados Unidos, em 1904, com Anna Jarvis, que teve a ideia de criar a data para homenagear sua falecida mãe, um exemplo de mulher que prestou serviços comunitários durante a guerra civil. Seus pedidos foram atendidos e a data foi oficializada, em 1914, pelo Congresso norte-americano e pelo então presidente Woodrow Wilson.

Outra versão é de que na Inglaterra, no século 17, existia um “Domingo das Mães”, em que durante as missas, os filhos entregavam presentes para suas mães. Até aqueles filhos que trabalhavam longe de casa, ganhavam o dia para poderem visitar suas mães.

O que vale é que a data se espalhou pelo mundo e apesar de ter ganhado um caráter comercial, ainda é um dia dedicado àquelas que são responsáveis pela nossa existência. E embora a data mude, de acordo com o país, o objetivo da comemoracao é o mesmo: reconhecer seu poder e sua bravura, e além de agradecer todo o seu carinho, admiração, respeito e amor com que ela se dedica a todos nós, filhos.

Parabéns a todas as mães e a todas que ainda irão realizar este desejo!

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A mitologia na busca pela paz

No dia 13 de abril, o instituto Palas Athena promoveu o 79º Fórum do Comitê Paulista para a Década da Cultura de Paz, no auditório do MASP, em São Paulo (SP). O convidado foi Robert Walter, presidente da Fundação Joseph Campbell, que abordou o tema Mitos, Ritos e Símbolos em Busca de Significado – Alicerçando a Paz.

Robert Walter iniciou seu trabalho com mitos junto ao próprio Campbell (que foi um importante estudioso nas áreas de mitologia e religião), em 1979, quando ainda era produtor, diretor e escritor teatral na Broadway, e produtor da Royal Shakespeare Company.

Robert Walter iniciou a palestra caracterizando a paz como sendo a ausência de violência. “A violência representa a quebra de uma conexão, uma ruptura do tecido da vida que produz reações primárias nas pessoas como o medo e a raiva, provocando fugas ou brigas”. Segundo ele, naturalmente, as pessoas possuem um impulso violento, mas não o encaram e nem falam sobre ele. “Raramente elas reconhecem essa inclinação, porém, os mitos conseguem fazê-lo”, disse.

Robert explicou que o ser humano pode reprogramar o cérebro, metaprogramando funções do córtex cerebral. “Criar metáforas, mitos e narrativas que sobrepõem esses impulsos mais básicos acabam modulando as atividades cerebrais”. Para que essa prática ocorra, é necessário ter consciência das respostas instintivas do corpo, dos gatilhos que disparam os instintos básicos e também daqueles que desafiam a identidade pessoal de cada um. “Em vez de confrontar esse impulso, de raiva e medo, que é inerente ao ser humano, a sociedade terceiriza o controle da violência para o exército e prefere falar sobre o respeito à paz.”

Robert Walter terminou sua colocação dizendo que todos têm a necessidade de saber que estão “construindo catedrais”, ao invés de pensar na rotina do dia-a-dia como um grande sacrifício ou algo entediante. A sociedade precisa entender que estão realizando sonhos e alcançando grandes resultados.

A função dos mitos é dar sentido aos questionamentos do ser humano e amenizar a ansiedade das pessoas, reconciliando-as com o fato de que o ciclo natural da vida implica em rupturas e são elas que dão origem ao novo.

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Roma ao alcance dos seus pés

Gabriela, Mariana, Aline e Amanda

No mesmo dia em que visitei o Vaticano com minhas amigas gaúchas, voltamos a pé para o albergue e paramos em várias praças e pontos turísticos que encontramos pelo caminho. Chamar Roma de “museu a céu aberto” é um clichê inevitável, porém necessário para dizer que foi assim que conduzimos nossa volta pra casa…

A cada ruína, pausa para fotos. Praças e monumentos, parávamos e líamos o guia. Dá pra se encantar com os chafarizes e obelíscos. Relembrar as aulas de história por meio da arquitetura.

O castelo de Sant Angelo funciona como museu e tem uma vista linda de Roma

Começamos o passeio no Castelo de Sant’ Angelo, que está à margem direita do rio Tibre, em frente à ponte Sant’ Angelo, que é toda adornada. Ele foi erguido em 123 d. C. como mausoléu para o imperador Adriano. Mais tarde, foi reformado para funcionar como posto de defesa e hoje, é um museu.

Piazza Navona

Sentamos num banco da Piazza Navona, uma bela praça barroca, construída sob as ruínas do Stadium Dominicano, onde ocorriam competições esportivas no início da Era Cristã. Alguns arcos do Stadium ainda resistem e estão no meio da praça.

Fontana di Fiumi

No centro dela, fica a Fontana di Fiumi, representando os quatro principais continentes do mundo cortados por seus principais rios: rio Nilo (África), Ganges (Ásia), Prata (América) e Tibre (Europa).

Turistas e romanos se reúnem na Piazza di Spagna

Na Piazza di Spagna, fizemos pose nas escadarias (Escadaria da Santíssima Trindade dos Montes) em meio aos orientais que lotavam o local.

Loja da Diesel

Seguimos pela Via Condoti onde ficam lojas de grife e butiques elegantes.

Até que chegamos à bela Fontana di Trevi, que fica entre a Via del Corso e a Via del Tritone. Ela é a maior e mais famosa fonte de Roma. Construída no fim do século 17, pelo arquiteto N. Salvi, possuí no centro uma estátua sobre uma concha, representando o oceano. Reza a lenda, que você deve jogar uma moeda na fonte para garantir o retorno à Roma. Na dúvida…

Fui muitas vezes na Fontana di Trevi. De dia...

De noite!

Tomei sorvete...

E olha quanta gente! Isso porque era uma tarde fria de inverno

Pra quem pretende visitar Roma, fica a dica: caminhar. Além de ser barato e saudável, você conhece os encantos da cidade tranquilamente, que é pequena e você facilmente chega na maior parte dos pontos turísticos.

Depois desse dia, está aprovado o turismo em que você “vive” a cidade e não apenas “olha”. O melhor de tudo é ficar a mercê da sua vontade, tropeçando nas ruínas, trombando monumentos e dando de cara com fontes como a di Trevi. Não deixe de praticá-lo!

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Cracóvia: roteiro de viagem

Para aproveitar mais a estadia em Cracóvia, sugiro que a viagem seja feita entre junho e setembro, quando é verão. A maioria dos passeios é ao ar livre e como o inverno na cidade é bem rigoroso, você acaba não aproveitando muito. 

Cheguei em Cracóvia bem cedo, por volta das 7 horas da manhã. Descansei no albergue e ainda antes do almoço, saí para dar uma volta. Meu tempo na cidade era curto, então, precisava me apressar.

Segui a rua do albergue até o final e dei de cara com um castelo. O complexo Wawel abriga, principalmente, a catedral e o castelo. De acordo com o guia, nesta colina, há indícios de povoamento ainda antes de Cristo. No século 10, era habitado pelos reis da Polônia e entre os séculos 14 e 16, foi um importante centro político e cultural de toda a Europa. Ainda pouco acostumada com o frio e com a neve que não dava trégua, voltei ao albergue para me aquecer, usar a Internet e comer alguma coisa. Em seguida, saí, sem rumo, disposta a me perder, olhar, observar e conhecer lugares novos.

Quais as descobertas deste passeio? Aí estão: 

Sinagoga Izaaka: projetada e construída inicialmente entre 1638 e 1644, em estilo barroco, ela foi violada durante a ocupação nazista, quando serviu de depósito. Só em 1989, voltou para a comunidade judaica da Cracóvia, reabrindo, em 1997, como museu e local de orações. 

Stara Sinagoga: construída em estilo gótico, no século 15, é a sinagoga mais antiga da Polônia e hoje, funciona como museu. 

Sinagoga Remuh: esta é a única sinagoga da cidade que funciona como templo religioso! Ela também abriga um cemitério, de 1533, um dos mais antigos e dos únicos (em toda a Europa) que permaneceu intacto durante a guerra.  

Collegium Maius: fundada em 1364, a universidade é uma das mais antigas da Europa e conta com coleções de objetos científicos, como o famoso globo terrestre do século 16 com a representação da recém-descoberta América.

Obs.: as fotos das sinagogas NÃO correspondem às descrições, ok? Infelizmente eu não registrei foto/nome do lugar. =(

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Trem fantasma

Cheguei em Cracóvia de trem. Peguei ele em Praga (na estação Hlayni Nadraz), às 21h e viajei a noite toda. Foram 10 horas até a Polônia e eu não preguei os olhos!

Saindo do albergue, em Praga, peguei o tram e desci na frente da estação ferroviária. Como era a primeira vez que viajava de trem, cheguei 2 horas antes da partida! Eu não sabia que quando o trem chega na estação, ele fica parado para o embarque dos passageiros, no máximo, por 20 minutos e não existe aquela burocracia dos aeroportos. Ninguém checa seu bilhete na hora, só depois, quando o trem está em movimento.

Eu também não sabia em qual vagão deveria entrar, não entendi e nem consegui ler a passagem e a história dos brasileiros que conheci não saía da minha cabeça: “Preste atenção ao embarcar no trem, porque íamos viajar para Cracóvia e quando o trem chegou, perguntamos para umas pessoas que estavam por perto se ele ia para Cracóvia. As pessoas nos respondiam em inglês ‘o próximo, é o próximo’. Aguardamos o próximo trem chegar, quando descobrimos que o que elas diziam era para embarcarmos no próximo vagão!”.Havia poucos passageiros no trem e por isso, ninguém reclamou se eu estava acomodada no lugar errado. Na cabine em que fiquei, viajou uma garota polonesa que passou todo o trajeto vendo novela pelo notebook. Além do som alto numa língua estranha atrapalhando o descanso, a claridade da imagem também incomodava.

Sorte (ou azar) que ela desceu numa cidade antes de mim.

Durante toda a viagem, a imigração passou apenas uma vez, pedindo nosso passaporte. Depois, veio o fiscal, viu nossa passagem, fez uma marcação e foi embora. Por último, passaram alguns policiais, que só olhavam pela janela da cabine. Não havia ninguém para pedir informação, garantir que estávamos indo para Cracóvia, ou simplesmente conversar.

O trem parou dezenas de vezes. Parou em estações onde desceram pessoas. Parou no meio da paisagem sombria para trocar de trilhos. Andou pra frente. Andou pra trás. Lá fora, pela janela, eu observava um inverno bem rigoroso: árvores com a copa branquinha e camadas densas de neve no chão. Imagens nem um pouco acolhedoras e que me apavoravam.

Chegando em Cracóvia (ufa!), um passageiro bateu na porta da cabine onde eu estava e avisou que era a última parada. Eu já estava arrumando minhas coisas para descer, afinal, ficava bem atenta sempre que o trem parava, tentando decifrar o que estava escrito nas placas das estações. Assim que desci, tratei de encontrar o shopping (Galeria Krakowska), meu ponto de referência para seguir até o albergue. Apesar de ainda estar escuro, já era 7 horas da manhã e muita gente estava nas ruas, o que me deixou mais tranqüila.

Bem, como a minha ansiedade para ver neve era imensa, encontrei a cidade preparada para realizar minha vontade: um frio de lascar e o chão coberto de neve. Arrastar uma mala de 20kg foi tarefa árdua. Quando a neve acaba de cair, dá a impressão de que jogaram areia molhada no chão. Já quando ela está ali por um tempo e a camada é grossa, ela fica seca por cima, formando uma crosta, que quebra fácil quando pisamos, porque embaixo, ela já está líquida. Me arrastei até o albergue e descansei o resto do dia.

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Viajar para viver, por Eugenio Mussak

Na edição de fevereiro de 2010 da revista Vida Simples, li um texto fantástico do Eugenio Mussak. Ele relacionou vida e viagem, recordou momentos pessoais, conversas e passeios, além de descrever como essas lembraças, “os confortos e as dificuldades, as alegrias e os aborrecimentos, as idas e as vindas de uma viagem são uma paráfrase perfeita da própria existência humana”.

Me identifiquei tanto com suas percepções, que resolvi postar aqui. Indico a leitura!

Viajar para viver

Viajar é uma forma de abrir nossa cabeça, pois saímos da zona de conforto. Como criar um espírito de viajante para aproveitar melhor todas as viagens?

por Eugenio Mussak

http://vidasimples.abril.com.br/edicoes/089/pensando_bem/conteudo_532463.shtml

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